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Mestre Barrosinho como solista é um construtor de frases que ao longo de sua carreira tem privilegiado o "swing brasileiro" através da polirritmia que ajudou a introduzir na Música Instrumental. Neste seu mais recente Cd, BANHO DE SOPA, o trompetista, compositor e arranjador, dá continuidade à proposta estética-estilística da afro-brasilidade que sempre esteve presente em nossa cultura musical. Não é por acaso que todo esse trabalho resultou na concepção do MARACATAMBA a fusão da diversidade rítmica com o trato delicado da riqueza melódica. - Para Barrosinho, - "o ritmo sempre representou uma forte e marcante influência nos caminhos da MPB".
Pesquisador incansável da nossa sonoridade, da nossa harmonia, do nosso ritmo, o músico eleva seu instrumento às alturas do vanguardismo jazzístico.
Com a sonoridade límpida de seu instrumento e um fraseado sempre instigante e, ao mesmo tempo, carregado de lirismo, Barrosinho dá o "drive" exato da performance coletiva de seu grupo. Estabelece-se assim, a ponte que une as duas vertentes o samba e o jazz na linha da contemporaneidade.
O ouvinte atento encontrará, certamente, neste álbum as características que permeiam este BANHO DE SOPA. "- É um disco que dedico a alguns dos meus grandes mestres: ARI BARROSO, cujo centenário de nascimento é comemorado este ano, e ainda SINHÔ, PIXINGUINHA E JOHNNY ALF", declara. A prova é que o presente Cd abre o repertório homenageando o compositor de NA BAIXA DO SAPATEIRO. O tema recebeu um tratamento especial com o arranjo escrito em cima de algumas alterações da estrutura harmônica. "- Isto para mostrar -, afirma Barrosinho, "a modernidade do Ari, um artista multimídia de seu tempo! ". Vale aqui lembrar que, além de pianista e compositor, ele era apresentador de programas de calouros e um criativo e passional locutor esportivo. Daí o titulo BANHO DE SOPA.
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