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Instrumentistas costumam guardar gravações de jam sessions caseiras ou de shows em bares enfumaçados, regados a sentimentos e álcool, nos quais, filtrando-se, encontra-se preciosidades. São raridades que ficam restritas aos músicos e seus amigos,destinadas somente às prateleiras domésticas, ao anonimato. Há casos, incomuns, em que essas canções ganham discos, graças a iniciativas louváveis de gente sensível, como esta dos produtores Roberto de Moura e Franck Darriet, da Kalimba Music. A dupla acaba de recuperar os rolos do único registro do show de Barrosinho,trompetista co-fundador (ao lado do saudoso saxofonista Oberdan Magalhães) da Banda Black Rio, no Festival de Montreux.
O material, apenas quatro canções, mas com duração de aproximadamente 45 minutos, estava na casa do instrumentista há 14 anos, e parecia fadado aos fungos. Mas ele acaba de sair em CD, em ótima qualidade, recheado de cuidados, com capa de design retrô, encarte em papel couchê, texto da museóloga e pesquisadora Maria Cristina Sobrinho e aval de Ed Motta. Moura e Darriet já haviam editado ano passado o tardíssimo primeiro CD-solo de Barrosinho, "O Sopro do Espírito". Com este parece que, aos poucos, eles deixam em embalagem devida parte da importância deste trompetista, criador, ainda na década de 80, do maracatamba, fusão do maracatu, samba e ritmos com cores latinas.
Neste Barrosinho Live in Montreux o músico é acompanhado pelos craques Tomás Improta e Delia Fischer (teclados), Marcos Amorim (guitarra), Santana (baixo), Ubirajara (percussão) e Luis Carlos
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